Guerra entre EUA, Israel e Irã se intensifica, atinge Líbano e amplia risco de conflito regional

A ofensiva aérea liderada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã ganhou nova dimensão nesta segunda-feira, com ataques e contra-ataques que se espalharam pelo Oriente Médio, atingiram o Líbano e envolveram países do Golfo e até uma base militar britânica em Chipre. A escalada militar, sem prazo para terminar, já provoca impactos diretos nos mercados globais e eleva o temor de uma guerra de grandes proporções.

O governo iraniano respondeu aos bombardeios lançando mísseis e drones contra alvos israelenses, instalações militares na região do Golfo e uma base aérea do Reino Unido. Ao mesmo tempo, Israel ampliou sua ofensiva contra o Hezbollah após ataques do grupo a partir do território libanês, abrindo uma nova frente de combate.

Em meio ao confronto, as Forças Armadas americanas informaram que os sistemas de defesa aérea do Kuwait derrubaram por engano três caças F-15E dos próprios Estados Unidos durante uma ação para interceptar projéteis iranianos. Os seis militares que estavam nas aeronaves foram resgatados com vida.

A nova fase do conflito ocorre após um fim de semana marcado por bombardeios que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no arrastamento de países vizinhos para o confronto e na interrupção do tráfego marítimo no Golfo. O choque geopolítico fez os preços da energia dispararem na abertura dos mercados, colocando sob ameaça a já frágil recuperação da economia mundial.

Considerada a maior aposta da política externa americana em décadas, a operação foi lançada pelo presidente Donald Trump em coordenação com Israel contra um adversário histórico de Washington. O republicano voltou a defender publicamente que a população iraniana promova uma mudança de regime e afirmou que a campanha aérea pode se estender por semanas.

Dentro do Irã, o cenário é de incerteza. Moradores deixaram grandes centros urbanos em meio aos bombardeios, provocando congestionamentos nas estradas, enquanto o sentimento nas cidades varia entre medo e manifestações de comemoração pela morte de Khamenei, que governou o país por quase quatro décadas e comandou a repressão a protestos antigovernamentais.

Apesar disso, a cúpula religiosa conservadora não deu sinais de que pretende abrir mão do poder. Analistas militares avaliam que o domínio aéreo de Estados Unidos e Israel, sem uma operação terrestre, pode não ser suficiente para derrubar a estrutura política do regime.

Os ataques também deixaram dezenas de mortos, incluindo vítimas em áreas civis. Em Tabriz, o professor Morteza Sedighi criticou a ofensiva. “Eles estão matando crianças, estão atacando hospitais. Pessoas inocentes foram mortas primeiro pelo regime e agora por Israel e pelos Estados Unidos”, afirmou.

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