EUA bombardeia usinas nucleares no Irã e tensão cresce no Oriente Médio

Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra três instalações nucleares iranianas. O anúncio foi feito neste sábado (data local) pelo presidente norte-americano Donald Trump, que confirmou o bombardeio às usinas de Fordow, Natanz e Esfahan. A operação, segundo ele, já foi concluída e teve como principal alvo a base de Fordow.

“Agora é a hora de paz”, declarou Trump ao comemorar o sucesso da ofensiva nas redes sociais, onde parabenizou os militares envolvidos na missão.

A ação militar ocorre dias após Israel ter lançado um ataque surpresa contra o Irã, sob a justificativa de impedir o avanço do programa nuclear iraniano. O governo de Teerã nega qualquer intenção de desenvolver armas atômicas e afirma que suas atividades nucleares têm caráter pacífico.

O conflito ameaça se ampliar para outras regiões. Poucas horas após o anúncio do ataque, as Forças Armadas do Iêmen alertaram que podem atacar navios dos Estados Unidos no Mar Vermelho, caso Washington se envolva diretamente na guerra ao lado de Israel.

“O Exército do Iêmen não hesitará em atacar embarcações militares e comerciais dos EUA no Mar Vermelho, caso haja qualquer agressão contra o Irã”, afirmou o porta-voz Yanya Saree.

Além disso, a agência Reuters revelou que bombardeiros norte-americanos B-2, capazes de atingir bunkers subterrâneos, estão sendo deslocados para a base militar de Guam, no Oceano Pacífico, como parte da mobilização dos EUA na região.

Disputa nuclear e acusações
O ataque agrava o impasse internacional sobre o programa nuclear iraniano. Embora Teerã reforce que suas atividades têm fins civis, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vinha apontando descumprimentos técnicos por parte do país, ainda que sem evidências diretas de fabricação de armas nucleares.

O Irã acusa a agência de agir politicamente, sob pressão das potências ocidentais, que mantêm apoio militar e diplomático a Israel.

A tensão também expõe um paradoxo histórico. Israel, que lidera a pressão internacional contra um possível arsenal iraniano, nunca reconheceu oficialmente seu próprio programa nuclear. Segundo especialistas, Tel Aviv mantém cerca de 90 ogivas desde meados do século passado.

Em março, a própria inteligência dos Estados Unidos havia concluído que o Irã não possuía, naquele momento, um programa ativo para construção de armas nucleares — relatório que agora é contestado publicamente pelo presidente Trump.

 

SUA CONTABILIDADE EM ORDEM?

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