Após 12 dias de confrontos, Israel e Irã anunciaram vitórias unilaterais e indicaram apoio a um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Apesar do acordo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na noite de segunda, 23, acusações mútuas de violação da trégua colocaram em dúvida a estabilidade do pacto.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país “removeu a ameaça de aniquilação nuclear” e alcançou uma vitória histórica contra o Irã. Segundo ele, os esforços militares agora devem se concentrar na Faixa de Gaza, em ofensivas contra o grupo Hamas.
Por sua vez, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que, embora o conflito tenha sido iniciado por Israel, foi o Irã quem saiu vitorioso ao encerrá-lo. Em discurso à nação, exaltou a resistência iraniana e classificou o desfecho como uma “grande vitória”.
Ainda assim, poucas horas após o anúncio do cessar-fogo, ambos os lados se acusaram de descumprir o acordo. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, acusou Teerã de lançar novos mísseis e ordenou a retomada de ataques a alvos iranianos. Militares iranianos, por sua vez, denunciaram uma nova ofensiva israelense como violação da trégua.
Nesta terça, 24, Trump tentou conter a escalada, reiterando que o cessar-fogo ainda está em vigor. “Israel não atacará o Irã. Todos os aviões darão meia-volta e retornarão para casa, enquanto fazem um amigável ‘aceno de avião’ para o Irã. Ninguém se machucará”, escreveu o presidente norte-americano em uma rede social.


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