A Polícia Federal deflagrou nesta quarta, 2, a Operação Nafta para investigar um esquema de fraudes em postos de combustíveis, operado por uma organização criminosa com atuação no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A ação contou com apoio da Polícia Civil, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), e teve como alvo o braço financeiro do grupo.
Com autorização da Justiça, foi determinado o sequestro de bens e valores que somam R$ 35 milhões. Ao todo, 70 agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva na Barra da Tijuca, além de 31 mandados de busca e apreensão em cidades como Juiz de Fora (MG), Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Itaguaí, Mangaratiba, Resende e Búzios.
As investigações apontam que o chefe do grupo criminoso já teve vínculos com a milícia e agora atua no crime organizado por meio de fraudes no setor de combustíveis. A ação é um desdobramento da Operação Dinastia, deflagrada em 2022, que desarticulou uma milícia com forte atuação na zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a PF e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a organização é suspeita de envolvimento em homicídios planejados contra rivais e em uma estrutura de violência sistemática, descrita como uma “matança generalizada” promovida para controlar territórios e negócios ilícitos.


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