A segurança energética do Brasil nos fins de tarde está em xeque. Um estudo divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta que, sem novos leilões voltados à contratação de potência, o país poderá enfrentar dificuldades para atender a demanda de eletricidade nos horários de maior consumo entre 2025 e 2029.
O alerta consta no Plano da Operação Energética (PEN 2025), divulgado nesta terça, 8, que analisa a capacidade de suprimento do Sistema Interligado Nacional (SIN) diante do crescimento da demanda. O risco se intensifica especialmente ao anoitecer, quando as fontes intermitentes – como a solar e parte da geração distribuída – reduzem drasticamente sua produção.
Para mitigar o problema, o plano considera a necessidade de recorrer a usinas térmicas flexíveis, mais caras e poluentes, e menciona ainda medidas adicionais como o possível retorno do horário de verão, extinto durante o governo de Jair Bolsonaro. A decisão, no entanto, dependerá de análises futuras sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
Apesar do avanço das fontes renováveis, o relatório reforça que o país precisa garantir potência firme em horários críticos para evitar riscos ao fornecimento de energia.


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