Hamas aceita libertar reféns, mas impasse com Israel dificulta cessar-fogo em Gaza

Após três dias de negociações indiretas no Catar, o Hamas anunciou nesta quarta, 9, que aceitará libertar dez reféns como gesto para destravar as negociações por um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Apesar da sinalização positiva, o grupo palestino ressaltou que o diálogo continua travado, atribuindo o impasse à “intransigência” do governo israelense.

Em comunicado, o Hamas disse estar demonstrando flexibilidade para avançar nas tratativas mediadas por interlocutores internacionais. Entre os principais pontos de discordância estão o bloqueio à entrada de ajuda humanitária, a permanência de tropas israelenses no território e a exigência de garantias concretas para um cessar-fogo duradouro.

“Continuamos a trabalhar com espírito positivo com os mediadores, apesar das dificuldades impostas pela ocupação”, afirmou o grupo. A libertação de dez prisioneiros, segundo o Hamas, busca “superar os obstáculos” e criar condições para um entendimento mais amplo.

Fontes palestinas ouvidas pela agência AFP relataram que Israel rejeitou demandas-chave, como a retirada militar da Faixa de Gaza e o livre trânsito de ajuda humanitária. “Houve troca de opiniões, mas nenhum avanço substancial”, relatou uma autoridade envolvida nas conversas.

Mesmo diante do cenário delicado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, demonstrou otimismo quanto à possibilidade de um acordo. Em visita recente a Washington, onde se reuniu com Donald Trump, Netanyahu afirmou ver “uma boa chance” de que um cessar-fogo seja alcançado nos próximos dias.

“Estamos falando de uma trégua de 60 dias, com a devolução de metade dos reféns vivos e metade dos corpos”, afirmou à FOX Business Network. Apesar da expectativa, Netanyahu destacou que Israel não aceitará uma solução “a qualquer custo” e manterá exigências de segurança como condição para o acordo.

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