Menos de 24 horas após o presidente dos Estados Unidos prometer intensificar a pressão contra Moscou para acelerar um cessar-fogo na guerra, a Rússia respondeu com mais uma série de bombardeios na Ucrânia, deixando pelo menos 22 mortos e dezenas de feridos.
Entre os alvos atacados durante a noite estão uma penitenciária na região de Zaporizhzhia, um hospital na cidade de Kamianske e áreas residenciais em Dnipropetrovsk. Segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, trata-se de um dos episódios mais letais dos últimos meses.
O bombardeio à prisão, que deixou 16 mortos e 35 feridos, foi descrito como um “crime de guerra” pelo chefe da administração presidencial da Ucrânia, Andriï Iermak. “O regime Putin precisa ser atingido com sanções econômicas e ações militares que limitem sua capacidade de manter a guerra”, declarou ele na rede X.
Já o governador de Zaporizhzhia, Ivan Fedorov, informou pelo Telegram que a estrutura da prisão foi totalmente destruída e imóveis vizinhos foram danificados.
Os ataques em Dnipropetrovsk — especificamente nas comunidades de Mezhyivska, Dubovykivska e Slovianska — causaram a morte de pelo menos quatro pessoas, além de oito feridos, conforme balanço do chefe da administração regional, Sergiï Lysak. Ele relatou o uso de drones explosivos e bombas guiadas.
Entre os mortos nos bombardeios está uma jovem grávida de 23 anos, vítima do ataque ao hospital de Kamianske, cidade que integra a região de Dnipropetrovsk. “Foi um ataque deliberado”, afirmou Zelensky, ao condenar a ofensiva russa.
O líder ucraniano reforçou a necessidade de sanções mais severas contra Moscou: “Cada ataque russo, cada assassinato de civis é uma prova de que só a pressão dura e eficaz pode forçar os russos a parar com os assassinatos e aceitar a paz”.
Mais cedo, Zelensky havia demonstrado otimismo com as recentes declarações do presidente norte-americano, que prometeu agir para abreviar os caminhos rumo a um acordo de paz. “As palavras de Trump chegaram no momento certo, quando muita coisa pode mudar em prol da paz”, declarou o ucraniano.
A região de Zaporizhzhia está sob ataques regulares desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Moscou chegou a declarar unilateralmente a anexação de partes do território, movimento considerado ilegal por Kiev e seus aliados ocidentais.


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