O grupo palestino Hamas afirmou neste sábado, 2 que não entregará suas armas enquanto não for criado um Estado palestino independente e plenamente soberano, com Jerusalém como capital. A declaração, feita em meio ao impasse nas negociações de cessar-fogo com Israel, responde à pressão internacional por um acordo que inclua o desarmamento do grupo como parte da solução para o conflito em Gaza.
As tratativas, mediadas por Catar e Egito com apoio de França e Arábia Saudita, tentam viabilizar uma trégua de 60 dias e a libertação de reféns. A proposta ocidental inclui a transferência do controle de Gaza para a Autoridade Palestina e a exigência de que o Hamas abra mão da resistência armada, condição rejeitada pelo grupo, que desde 2007 governa a Faixa de Gaza e tem sido alvo constante de ataques israelenses.
Israel, por sua vez, mantém como linha vermelha o desarmamento completo do Hamas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou no mês passado que qualquer Estado palestino seria uma ameaça existencial a Israel e defendeu a manutenção do controle de segurança sobre os territórios palestinos. Ele também criticou o movimento de países como Reino Unido e Canadá que reconheceram a Palestina após a escalada do conflito.
A guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023, após um ataque do Hamas ao sul de Israel que deixou 1.200 mortos e 251 reféns, já causou a morte de mais de 60 mil palestinos, segundo autoridades locais. Gaza enfrenta hoje uma crise humanitária de grandes proporções, com áreas inteiras destruídas, deslocamento em massa da população civil e colapso nos serviços básicos.


Be the first to comment