Zoológico de Brasília já não é o mesmo: felinos e girafa icônica se vão, e espaços passam por transformações

O Zoológico de Brasília, um dos espaços mais emblemáticos da capital federal, tem enfrentado mudanças marcantes em seu plantel de animais, o que impacta diretamente na experiência dos visitantes e na identidade afetiva construída ao longo das décadas. Felinos icônicos como leões, tigres e até mesmo a girafa Yaza já não estão mais por lá.

Entre as ausências mais sentidas está a dos tigres-brancos Ravi e Maya, que morreram em 2020, ambos vítimas de insuficiência renal crônica. Os dois felinos eram considerados estrelas do zoológico e costumavam atrair grande público, principalmente aos fins de semana. A perda deles marcou o fim da presença de tigres da subespécie no espaço.

Outro felino que deixou saudades foi o tigre-de-bengala Rabisco, que morreu em 2017, aos 16 anos — o equivalente a cerca de 80 anos humanos. Já o leão Dengo, um dos mais populares entre os visitantes, faleceu em 2023, encerrando um ciclo de mais de duas décadas com a presença de leões no local.

A girafa Yaza, por sua vez, foi outro símbolo que se despediu do público recentemente. Ela morreu em março de 2025, aos 21 anos, superando a expectativa de vida da espécie sob cuidados humanos. Sua morte deixou o zoológico sem representantes da maior espécie terrestre do planeta.

Atualmente, o espaço abriga uma única onça-pintada, Peter, que protagonizou cenas que viralizaram nas redes sociais ao subir em um tronco dentro de seu recinto. Embora Peter ainda atraia olhares curiosos, ele não substitui o impacto visual e emocional que felinos como tigres e leões costumavam causar.

A ausência desses animais tem gerado debates sobre o papel do zoológico hoje e o caminho que a instituição deve seguir. Especialistas sugerem que o espaço poderia reforçar seu foco em educação ambiental e na preservação de espécies nativas do Cerrado, em vez de manter apenas animais exóticos e de grande porte.

Apesar das perdas, o Zoológico de Brasília continua promovendo atividades educativas e abriga outras espécies de relevância, como tamanduás, araras, lobos-guará, serpentes e jacarés. Mas, para quem cresceu visitando o local e se encantava com os rugidos e a imponência dos grandes felinos, é impossível não notar: o zoo já não é mais o mesmo.

 

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