Manifestantes pró-Bolsonaro voltam à Paulista com pedidos de anistia, críticas ao STF e apoio a Trump

Milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam parte da Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo (3), em um ato que reuniu pautas como a anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro, críticas ao Supremo Tribunal Federal e apoio às recentes medidas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump contra o Brasil.

A manifestação se concentrou entre a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Parque Trianon, ocupando cerca de duas quadras da principal avenida da capital paulista. O evento contou com forte presença de grupos religiosos e políticos ligados à direita, com destaque para a participação do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado de longa data de Bolsonaro.

Cartazes, faixas e discursos defenderam o impeachment e até mesmo a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a quem os manifestantes acusam de abuso de autoridade. Moraes é relator de processos envolvendo os ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos no início de 2023, que resultaram na condenação de centenas de envolvidos.

Curiosamente, o ato também foi marcado por demonstrações de apoio ao ex-presidente Donald Trump, que reassumiu a presidência dos Estados Unidos neste ano. Algumas faixas e discursos celebraram a adoção de tarifas contra produtos brasileiros anunciadas por Trump na última semana, sob o argumento de que a medida fortaleceria a “soberania nacional”.

Além das tradicionais camisetas verde-amarelas e bandeiras do Brasil, muitos manifestantes carregavam bandeiras dos Estados Unidos, reforçando a ligação simbólica entre os dois ex-presidentes e seus apoiadores. Atos semelhantes ocorreram em outras cidades do país, como Brasília e Rio de Janeiro, embora em menor escala.

A manifestação ocorre em meio a um cenário de crescente polarização política no Brasil e pressões sobre o Judiciário, em especial o Supremo Tribunal Federal, por parte de setores da direita radical. Bolsonaro, por sua vez, ainda enfrenta investigações em andamento e é alvo de processos que podem impactar sua elegibilidade política nos próximos anos.

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