A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, nesta última segunda, 4. Os advogados afirmam que Bolsonaro não descumpriu nenhuma medida cautelar e consideram a decisão “injustificável e abusiva”.
Segundo Moraes, Bolsonaro teria participado de manifestações públicas e mantido influência em redes sociais por meio de terceiros, o que violaria restrições impostas no inquérito que apura tentativa de golpe após as eleições de 2022. A defesa rebate, dizendo que aparições públicas e discursos não foram proibidos pela Corte.
Em nota oficial, os advogados afirmaram que não houve intimação prévia e que o ex-presidente sempre se colocou à disposição da Justiça. “Estamos diante de um processo de perseguição política disfarçado de legalidade”, afirmou o advogado Paulo Amador da Cunha Bueno.
Líderes da oposição no Congresso também se manifestaram, prometendo recorrer a instâncias internacionais e acusando o STF de agir politicamente. A equipe jurídica de Bolsonaro já entrou com recurso para tentar revogar a decisão e retirar a tornozeleira.
Bolsonaro segue em sua residência em Brasília, monitorado, com restrições de comunicação e visitas. A expectativa é de que ele preste novo depoimento à Polícia Federal nos próximos dias.


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