O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, voltou a cobrar coerência do próprio país diante do desafio climático global. Em visita ao Rio de Janeiro, onde participa do The Climate Reality Project, o ativista afirmou que a política ambiental norte-americana tem sido marcada por uma “postura esquizofrênica”, alternando avanços e retrocessos a cada mudança na Casa Branca.
Durante o primeiro governo Donald Trump (2017-2020), os EUA deixaram o Acordo de Paris, que busca conter o aquecimento global a 1,5°C. Joe Biden, ao assumir, recolocou o país no tratado, mas no início de 2025, com o retorno de Trump, a saída foi novamente anunciada. Para Gore, essa alternância compromete a credibilidade internacional americana.
Ele destacou que, no pós-Segunda Guerra, os EUA tinham papel central na liderança global, mas que hoje a União Europeia tem ocupado parte desse espaço. Segundo o ex-vice-presidente, seria fundamental que Washington retomasse o compromisso com os valores ambientais e permanecesse em uma rota estável de ação climática.
Apesar das críticas, Gore minimizou possíveis impactos da política de Trump nas relações com o Brasil. Ele disse acreditar que estados e municípios norte-americanos seguirão engajados na 30ª Conferência do Clima (COP30), que será realizada em Belém, em novembro deste ano.


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