Incêndios na Espanha superam recorde histórico e deixam quatro mortos

A Espanha enfrenta a pior temporada de incêndios florestais já registrada, com 343 mil hectares devastados desde janeiro. O número já ultrapassa o recorde anterior, de 2022, e coloca o país entre os mais atingidos pela onda de calor extremo que castiga a Península Ibérica neste verão.

As chamas se espalham sobretudo pelas regiões da Galícia, Castela e Leão e Extremadura, todas na fronteira com Portugal. Em Castela e Leão, um bombeiro morreu após o caminhão em que estava tombar em uma estrada florestal, elevando para quatro o número de vítimas fatais neste ano. Segundo autoridades locais, somente nessa região há 19 grandes incêndios ainda ativos.

Milhares de moradores precisaram deixar suas casas em cidades como Leão, Palencia, Zamora e Salamanca. Além disso, ao menos 15 rodovias secundárias foram interditadas e a linha de trem de alta velocidade entre Madri e Galícia está suspensa há seis dias consecutivos.

A expectativa é que uma queda de temperatura, após 16 dias de calor intenso, ajude no controle das chamas. “Só o arrefecimento pode permitir avanços no combate”, afirmou a ministra da Defesa, Margarita Robles, em entrevista à rádio Cadena SER.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez prometeu reforçar recursos para as comunidades autônomas e defendeu um pacto nacional contra a crise climática. Outros países europeus, como Portugal, Grécia e França, também sofrem nas últimas semanas com incêndios de grandes proporções.

 

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