No Dia Mundial de Combate aos Mosquitos, celebrado nesta quarta, 20, hospitais do Distrito Federal reforçaram a importância da prevenção e da resposta rápida diante de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Após enfrentar forte epidemia de dengue em 2024, o sistema de saúde local segue em alerta, com monitoramento diário de casos suspeitos e ações educativas junto à comunidade.
No Hospital de Base (HBDF), equipes de vigilância epidemiológica analisam prontuários e resultados laboratoriais em tempo real, em parceria com o Lacen e o Cievs, que funcionam 24 horas. “A notificação imediata e o diagnóstico rápido são fundamentais para evitar agravamentos e conter surtos”, afirma Thaynara Souza, chefe do núcleo no HBDF.
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) também registra queda nos atendimentos em 2025, após contabilizar mais de 2 mil casos no ano passado. A unidade investiu em triagem exclusiva, tendas de acolhimento e testagem rápida. A chefe substituta do núcleo, Maria Elena, ressalta que o trabalho conjunto com escolas, Corpo de Bombeiros e equipes de limpeza tem ampliado o alcance da prevenção.
Entre os avanços mais recentes, a vacinação contra a dengue pelo SUS já mostra resultados positivos em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Além disso, o Distrito Federal adota tecnologias inovadoras, como o uso de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que reduz a transmissão de vírus.
A expectativa é que, nos próximos anos, novas vacinas contra chikungunya e febre amarela sejam incorporadas ao calendário nacional. Enquanto isso, especialistas reforçam: eliminar focos de água parada e manter vigilância constante continuam sendo as medidas mais eficazes para evitar a proliferação do mosquito.


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