Atual número 1 do mundo e campeão do Aberto dos Estados Unidos, Jannik Sinner, desembarca em Nova York cercado de expectativas, mas também de incertezas. A desistência da final de Cincinnati, no início da semana, por conta de uma forte indisposição, levantou questionamentos sobre sua condição física para o último Grand Slam do ano.
O italiano de 24 anos abandonou o duelo contra Carlos Alcaraz após perder os cinco primeiros games da partida, visivelmente debilitado. Depois, admitiu que vinha enfrentando febre alta e sintomas gripais desde a noite anterior, além de criticar o calor e a umidade que marcaram o torneio. A retirada precoce deixou apreensiva a torcida que acompanha sua trajetória dominante em 2025.
Mesmo com o revés, Sinner carrega uma temporada impressionante, com 31 vitórias e apenas quatro derrotas — três delas justamente para Alcaraz, rival direto que chega a Flushing Meadows embalado e disposto a tomar não apenas o título, mas também a liderança do ranking mundial. Juntos, os dois têm monopolizado o tênis masculino recente, somando os últimos sete troféus de Grand Slam.
Antes do episódio em Ohio, Sinner vivia uma fase quase impecável, sem perder sets desde a conquista de Wimbledon, em julho, quando ergueu seu quarto título de Grand Slam. O próprio atleta reconheceu que a semana em Cincinnati foi “um bom teste” para medir seu nível competitivo, apesar das circunstâncias adversas.
Agora, o desafio é recuperar-se a tempo para defender o título no US Open. O italiano afirma que os Grand Slams seguem sendo seu foco absoluto e garante que voltará ao trabalho assim que tiver condições. A forma como entrará em quadra em Nova York poderá definir não só seu futuro imediato, mas também o equilíbrio da disputa pela supremacia no circuito mundial.


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