Banco Central mantém Selic em 15% e sinaliza cautela diante de inflação persistente

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 15% ao ano, nível mais elevado desde maio de 2006. A decisão reflete a continuidade do ciclo de aperto monetário iniciado em setembro de 2024, com o objetivo de controlar a inflação que permanece acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos .

Segundo Diogo Guillen, diretor de Política Econômica do Banco Central, a autoridade monetária ainda avalia se a taxa de 15% é adequada para reduzir a inflação para o alvo de 3%. Embora os dados recentes mostrem uma desaceleração da inflação, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulando alta de 5,23% nos últimos 12 meses até julho, o número ainda está acima do teto da meta de 4,5% .

O Copom também expressou preocupação com o crescimento econômico, que começa a perder ritmo. A expectativa é que a economia desacelere ainda mais no segundo semestre de 2025, refletindo os efeitos da política monetária restritiva adotada pelo Banco Central .

Além disso, o mercado financeiro tem ajustado suas projeções para a inflação. A estimativa para o IPCA em 2025 foi reduzida para 4,95%, a décima segunda redução seguida, mas ainda acima do limite superior da meta .

A decisão do Copom indica que a taxa Selic deve permanecer elevada por um período prolongado, com a expectativa de que só haja redução nos juros em 2026, caso a inflação mostre sinais claros de convergência para a meta estabelecida .

 

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