Ataque russo em Kiev atinge delegação da União Europeia e provoca reação diplomática do bloco

A União Europeia reagiu com veemência nesta quinta, 28, ao ataque russo que atingiu, durante a madrugada, a sede da sua missão diplomática em Kiev, capital da Ucrânia. Embora não tenha deixado vítimas entre os funcionários europeus, o bombardeio motivou a convocação urgente do enviado especial da Rússia ao bloco para explicações formais.

Segundo autoridades ucranianas, o ataque, parte de uma série de ofensivas com mísseis e drones, matou pelo menos 12 pessoas e feriu 48 em várias regiões do país. O edifício onde opera a delegação da UE em Kiev foi um dos alvos atingidos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que os membros da missão estão em segurança, mas classificou o episódio como mais uma demonstração da escalada russa contra alvos civis. “Mais uma noite de bombardeios implacáveis. O ataque atingiu infraestruturas civis e matou inocentes. Também afetou a nossa delegação, mas o pessoal está bem”, escreveu na rede social X.

A alta representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, foi ainda mais direta: “Uma missão diplomática jamais deve ser um alvo”. Ela anunciou que o diplomata russo foi chamado a Bruxelas em protesto formal.

Também pelo X, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, condenou o ataque, que classificou como “deliberado” e parte de uma “noite de ataques mortíferos” contra áreas civis e instalações diplomáticas.

A União Europeia renovou o apelo para que Moscou encerre os ataques e retome o caminho da diplomacia. “A Rússia deve cessar imediatamente os seus ataques indiscriminados e participar de negociações por uma paz justa e duradoura”, afirmou von der Leyen.

SUA CONTABILIDADE EM ORDEM?

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