Um dos bombardeios mais intensos dos últimos meses atingiu Kiev na madrugada desta quinta, 28, deixando ao menos 12 mortos — entre eles três crianças e 48 feridos. O ataque combinou drones e mísseis russos em escala sem precedentes, levando pânico ao centro da capital ucraniana.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, Moscou lançou 629 artefatos, sendo 598 drones e 31 mísseis balísticos e de cruzeiro. Apesar da defesa aérea ter abatido a maioria, dezenas conseguiram atingir a cidade, danificando quase 100 prédios, incluindo um shopping no centro, além de espalhar estilhaços por vários bairros.
O presidente Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de responder com violência aos apelos internacionais por paz. Ele pediu novas sanções contra Moscou e cobrou uma reação firme da China, da Hungria e de países que, segundo ele, permanecem em silêncio diante da escalada da guerra.
O ataque ocorreu poucos dias após o encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca, em tentativa de mediação para encerrar o conflito. A ofensiva foi vista em Kiev como uma resposta direta às negociações frustradas.
A União Europeia também foi alvo. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, denunciou que mísseis atingiram a delegação da UE em Kiev. Ele classificou a ação como “deliberada” e afirmou que o bloco “não se deixará intimidar”.


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