Cinco homens morreram e 11 pessoas ficaram intoxicadas após um incêndio atingir, na madrugada deste domingo, 31, o Instituto Terapêutico Liberte-se, clínica de recuperação de dependentes químicos no Paranoá. De acordo com testemunhas, os internos estavam trancados no momento em que as chamas se espalharam pelo imóvel.
Sobreviventes relataram que o local era fechado com cadeados em portões, grades e janelas, sem rotas de fuga, extintores ou medidas mínimas de segurança. Um dos pacientes, Luís Araújo do Nascimento, 57 anos, disse ter ajudado a resgatar colegas, forçando as grades até a chegada do Corpo de Bombeiros.
Outro interno, José Rodrigo, 45, afirmou que já havia alertado a direção sobre os riscos, mas nada foi feito. “Sempre falei para não trancarem tudo e manterem extintores. Nunca tivemos nada disso”, contou.
O instituto funcionava sem alvará de funcionamento e não havia sido vistoriado pelo Corpo de Bombeiros. Testemunhas também afirmaram que a rotina da clínica era mantida pelos próprios internos e que os responsáveis trancavam a casa à noite para evitar fugas.
A unidade abrigava cerca de 46 pessoas, mas ainda não se sabe quantas estavam no local no momento da tragédia. O caso expôs a vulnerabilidade de dependentes químicos submetidos a instituições irregulares e sem fiscalização.


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