Forças de Israel intensificaram os ataques na Cidade de Gaza neste domingo, 31, atingindo bairros residenciais e áreas próximas a pontos de distribuição de ajuda humanitária. Pelo menos 18 palestinos morreram, segundo autoridades locais, em meio a crescentes sinais de que uma grande ofensiva pode estar em preparação.
De acordo com relatos, 13 vítimas estavam em busca de alimentos quando foram atingidas no centro do território. Outras mortes ocorreram em bombardeios aéreos e disparos de tanques contra áreas densamente povoadas, incluindo Sheikh Radwan, um dos maiores bairros da cidade, onde famílias foram forçadas a fugir em direção ao oeste.
O governo israelense suspendeu na sexta, 29, as pausas temporárias que permitiam a entrada de ajuda, declarando a região como “zona de combate perigosa”. Autoridades militares afirmam que as operações miram o Hamas, mas moradores denunciam que a pressão sobre a população civil faz parte de uma estratégia para esvaziar a cidade.
A Cidade de Gaza, que abriga quase metade dos 2 milhões de habitantes da Faixa, enfrenta superlotação em áreas de refúgio e colapso de serviços básicos. A Cruz Vermelha alertou que uma evacuação em massa seria “impossível de absorver” nas condições atuais, marcadas pela escassez de alimentos, medicamentos e abrigo.
Enquanto isso, em Israel, cresce a pressão interna por negociações que priorizem a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas. Protestos em Tel Aviv e diante de residências de ministros ganharam força no fim de semana, refletindo o desgaste da guerra que já deixou mais de 63 mil mortos em Gaza, segundo autoridades palestinas.


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