A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que o fenômeno climático La Niña volte a ganhar força ainda neste mês e impacte diretamente os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta. O organismo estima que haja 55% de probabilidade de ocorrência entre setembro e novembro, com chance ainda maior — 60% — para o trimestre seguinte, de outubro a dezembro.
O La Niña é caracterizado pelo resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico, processo que altera a circulação atmosférica e afeta ventos, pressão e índices de precipitação. Mesmo com esse efeito de arrefecimento, a OMM ressalta que as temperaturas globais devem permanecer acima da média histórica até novembro.
O relatório divulgado nesta terça, 2, aponta que os impactos esperados se aproximam de um episódio de intensidade moderada. Isso significa a possibilidade de chuvas irregulares em algumas regiões e estiagens prolongadas em outras, além de mudanças sazonais já observadas em anos anteriores de ocorrência do fenômeno.
A OMM destaca ainda que a atuação do La Niña acontece dentro de um cenário agravado pelas mudanças climáticas induzidas pelo homem. O aumento da temperatura global tem potencializado eventos extremos, intensificado secas, enchentes e tempestades e influenciado diretamente a distribuição das chuvas no planeta.


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