O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta quarta, 3, o afastamento, por seis meses, do governador do Tocantins, Wanderley Barbosa (Republicanos). Ele é investigado por suposto envolvimento em irregularidades na compra de cestas básicas durante a pandemia de covid-19.
A decisão foi anunciada no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Fames-19, que apura desvios de recursos públicos destinados a programas emergenciais no estado. Na primeira fase, em agosto do ano passado, agentes já haviam cumprido mandados de busca em endereços ligados a Barbosa e a outros investigados.
O afastamento reacende um histórico de crises políticas no Tocantins: em 2021, o ex-governador Mauro Carlesse também foi alvo de decisão semelhante do STJ, acusado de participação em esquema de propinas. Carlesse acabou renunciando em março de 2022.
Em nota, Barbosa voltou a alegar que, à época dos fatos, ainda ocupava o cargo de vice-governador e não tinha responsabilidade sobre as despesas relacionadas ao programa de cestas básicas. Ele classificou a decisão da Corte como “precipitada”.


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