Dados recentes mostram que a inflação brasileira começa a desacelerar, impulsionada pelo arrefecimento da atividade econômica e pela recente valorização do real. No entanto, economistas alertam que a tendência pode ser temporária, já que fatores domésticos continuam exercendo pressão compradora nos preços.
Segundo relatório da XP, os núcleos de inflação, que excluem itens mais voláteis como alimentos e energia, recuaram de uma média de 6% no primeiro trimestre para cerca de 4,5% atualmente, aproximando-se, ainda que lentamente, da meta de 3% do Banco Central.
A gestora Warren projeta deflação de 0,17% para agosto e inflação de 0,73% em setembro, enquanto a Buysidebrazil traz estimativa semelhante de deflação de 0,18% para o mesmo mês.
Alex Agostini, da Austin Rating, ressalta que a queda recente é impulsionada por fatores pontuais, combinada ao impacto gradual da política monetária restritiva. No entanto, ele destaca que o elevado gasto público funciona como um “freio de mão”, limitando a redução ainda maior da inflação.
Outros indicadores corroboram a desaceleração econômica: o setor de serviços seguiu firme, mas começa a mostrar perda de ritmo, e o mercado de trabalho permanece robusto, ainda que com sinais de moderação.
Isso sugere que a atividade própria perde força sem colapsar, reforçando o cenário de desaceleração gradual.


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