CPMI do INSS aprova quebras de sigilos em investigação sobre fraude bilionária

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura descontos irregulares em benefícios do INSS aprovou, nesta quinta-feira (11), cerca de 400 requerimentos de informações e de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de suspeitos ligados ao esquema de mensalidades associativas cobradas ilegalmente de aposentados e pensionistas.

Formado por 16 deputados e 16 senadores, o colegiado decidiu ampliar o escopo da apuração e requisitar registros de entrada e saída de investigados em órgãos públicos, além de documentos já levantados pelo INSS, pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.

As medidas miram pessoas físicas, associações, entidades e empresas suspeitas de envolvimento na fraude que, segundo investigações da Operação Sem Desconto, pode ter movimentado valores bilionários. Deflagrada em abril, a operação revelou um esquema que atingiu milhões de beneficiários da Previdência Social.

Os parlamentares defendem que o acesso a dados sigilosos é essencial para identificar a estrutura financeira das entidades e rastrear os responsáveis pelos descontos ilegais. A expectativa é que os resultados reforcem o trabalho conjunto entre o Congresso e os órgãos de investigação.

A CPMI deve realizar novas audiências nas próximas semanas, com convocações de dirigentes de entidades e de ex-integrantes do INSS. A ideia é aprofundar o mapeamento das responsabilidades e propor medidas para coibir práticas semelhantes no futuro.

 

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