Israel intercepta flotilha de ajuda a Gaza com Greta Thunberg e dezenas de ativistas

As forças de Israel interceptaram nesta quinta, 2, uma flotilha de mais de 40 barcos que levava ajuda humanitária e ativistas internacionais para Gaza. Entre os passageiros estava a ativista sueca Greta Thunberg, além de dez brasileiros. A ação, registrada por câmeras e confirmada por Israel, provocou forte reação diplomática em vários países.

Imagens verificadas pela agência de notícias Reuters mostram militares israelenses usando equipamentos táticos para abordar os navios, enquanto passageiros usavam coletes salva-vidas e mantinham as mãos erguidas. O governo de Israel informou que todos foram levados em segurança ao porto de Ashdod e que serão deportados. Organizações de direitos humanos, porém, denunciaram que os detidos podem ser transferidos para a prisão de Ketziot antes do processo de deportação.

A flotilha partiu no fim de agosto levando medicamentos e alimentos, e reunia cerca de 500 ativistas, parlamentares e advogados de diversos países. O ato simbolizava a contestação internacional ao bloqueio israelense imposto a Gaza.

A interceptação gerou condenações em série. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, chamou a ação de “grave ofensa” e pediu a libertação imediata dos cidadãos sul-africanos detidos, entre eles o neto de Nelson Mandela. Turquia, Espanha e Itália monitoraram o avanço da frota, e Ancara classificou a operação como um “ato de terror”. Já a Colômbia rompeu relações comerciais com Israel e expulsou sua delegação diplomática após a detenção de dois cidadãos colombianos.

Enquanto isso, líderes da Malásia confirmaram a detenção de 23 malaios, e a pressão internacional sobre Israel cresce diante da acusação de violação das leis internacionais.

 

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