Israel deporta mais de 130 ativistas da Flotilha Global Sumud após interceptação no Mediterrâneo

O governo israelense confirmou, neste sábado, 4, a deportação de 137 ativistas da Flotilha Global Sumud, grupo pró-Palestina que tentava romper o bloqueio marítimo à Faixa de Gaza. Os militantes, detidos em águas internacionais na última quarta, 1º, foram levados de avião para Istambul, na Turquia, após passarem dias sob custódia das forças israelenses.

Entre os deportados estão cidadãos de ao menos 14 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Suíça, Jordânia, Malásia e Tunísia. O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou os participantes como “provocadores” e afirmou que busca acelerar a expulsão de todos os detidos, alegando que parte deles “obstrui deliberadamente o processo legal de deportação”.

O ministro turco Hakan Fidan recebeu pessoalmente os ativistas no aeroporto e elogiou a “coragem e dignidade” dos participantes da flotilha. Ele exigiu a libertação imediata dos que ainda permanecem sob custódia em prisões israelenses, criticando a repressão de Tel Aviv e defendendo o direito à solidariedade humanitária com Gaza.

Enquanto isso, a situação dos quatro portugueses presos, Mariana Mortágua, Sofia Aparício, Miguel Duarte e Diogo Chaves, segue indefinida. A embaixada de Portugal foi impedida de ter contato com os detidos durante o Shabat, segundo denúncia da candidata presidencial Catarina Martins, que chamou a justificativa israelense de “inaceitável”.

A ONG Adalah, responsável pela defesa dos participantes, denunciou que mais de 200 audiências judiciais ocorreram sem aviso prévio e sem a presença de advogados, o que violaria garantias legais básicas. A organização afirmou ainda que centenas de ativistas seguem detidos na prisão de Ktziot, no sul de Israel, aguardando repatriação.

A flotilha, composta por dezenas de embarcações, havia partido no mês passado em uma tentativa simbólica de levar ajuda humanitária e romper o bloqueio imposto a Gaza. Israel, porém, sustenta que o movimento é apoiado pelo Hamas e interceptou os barcos antes que se aproximassem do território palestino.

 

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