Mesmo após o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a suspensão dos bombardeios, o Exército israelense anunciou neste sábado, 4, que seguirá com as operações na cidade de Gaza e alertou os civis a não retornarem à região. As forças de Israel afirmam que a área continua sob risco extremo e que tropas permanecem em ação no norte e sul do enclave palestino.
Segundo a imprensa israelense, o governo de Benjamin Netanyahu ordenou uma mudança na natureza da ofensiva, que agora passa a ter caráter “defensivo”. Ainda assim, ataques aéreos e terrestres ocorreram durante a madrugada, resultando na morte de pelo menos nove pessoas, entre elas três crianças, e deixando diversos feridos.
O anúncio ocorre em meio às negociações sobre o plano de paz proposto por Donald Trump, que prevê cessar-fogo imediato, libertação de reféns e criação de um governo de transição supervisionado pelos EUA e pelo ex-premiê britânico Tony Blair. O Hamas afirmou estar disposto a iniciar negociações imediatas e a trocar reféns por prisioneiros palestinos, com o apoio da Jihad Islâmica.
Mesmo com o avanço diplomático, os hospitais de Gaza registraram ao menos 29 mortes neste sábado. Segundo o Ministério da Saúde local, 22 delas ocorreram na Cidade de Gaza, alvo de três novos bombardeios. Outras sete vítimas foram contabilizadas em hospitais das cidades de Al Awda, Al Aqsa e Nasser.
Desde o início da guerra, em outubro de 2023, quando Israel respondeu ao ataque do Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas, mais de 65 mil palestinos já perderam a vida, a maioria civis, segundo dados reconhecidos pela ONU.


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