O grupo Hamas afirmou nesta quarta, 8, ter entregue uma lista com nomes de prisioneiros palestinos que poderão ser trocados por reféns israelenses, em um sinal de avanço nas negociações para encerrar a guerra em Gaza. As conversas, mediadas pelo Egito, contam agora com a presença do genro e enviado especial do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que busca impulsionar um acordo de paz.
As discussões indiretas se concentram em três eixos principais: o cessar-fogo imediato, a retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza e a troca de prisioneiros. O Hamas expressou otimismo quanto ao andamento das tratativas, baseadas em um plano de 20 pontos apresentado por Trump, considerado o mais promissor desde o início do conflito.
Fontes palestinas, contudo, afirmam que um dos principais impasses permanece sendo a exigência internacional para que o grupo militante se desarme — condição que o Hamas rejeita. As negociações tiveram início na segunda, 6, na cidade turística egípcia de Sharm el-Sheikh, e ainda não há data definida para a aplicação da primeira etapa do plano.
Paralelamente, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, deve participar de uma reunião ministerial em Paris nesta quinta, 9, reunindo representantes de países europeus e árabes. O encontro discutirá a transição política e humanitária de Gaza após o conflito e a coordenação dos compromissos internacionais para sustentar a paz.
Enquanto líderes tentam construir um acordo, a população civil de Gaza continua a enfrentar condições extremas, com escassez de alimentos, combustível, água e suprimentos médicos, além do deslocamento de milhares de famílias.


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