Depois de meses de impasse e negociações intensas no Egito, Israel e o Hamas concordaram em encerrar as hostilidades na Faixa de Gaza. O anúncio, feito nesta quinta, 9,, marca a primeira etapa do plano de paz proposto pelo presidente norte-americano Donald Trump, que também prevê a troca de reféns e prisioneiros entre os dois lados.
O acordo, que deverá ser formalizado no resort de Sharm el-Sheikh, prevê a suspensão imediata dos bombardeios, a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza e a libertação dos reféns israelenses capturados durante o ataque do Hamas há dois anos. Em contrapartida, o governo de Benjamin Netanyahu se compromete a libertar prisioneiros palestinos detidos em Israel.
Fontes envolvidas nas negociações informaram que a retirada das forças israelenses deve começar em até 24 horas após a assinatura do documento. A libertação dos 20 reféns israelenses ainda vivos está prevista para ocorrer entre domingo, 12 e segunda, 13. Outros 26 foram confirmados mortos, e dois permanecem desaparecidos. O Hamas afirmou que ainda busca localizar os corpos espalhados pelo território.
Apesar da expectativa de um cessar-fogo imediato, moradores relataram novos bombardeios em três bairros da Cidade de Gaza durante a madrugada. O Ministério da Saúde local informou que nove palestinos foram mortos nas últimas 24 horas.
Mesmo assim, o anúncio foi recebido com celebrações tanto em Gaza quanto em Israel. Na Faixa de Gaza, onde a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes vive deslocada, jovens foram às ruas devastadas para comemorar o possível fim da guerra. “Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do sangue e das mortes”, disse Abdul Majeed Abd Rabbo, morador de Khan Younis.
Em Tel Aviv, familiares dos reféns israelenses se reuniram na Praça dos Reféns para festejar o acordo. Entre eles estava Einav Zaugauker, mãe de Matan, um dos sequestrados ainda vivos. “Não consigo respirar, não consigo explicar o que estou sentindo… é uma loucura”, disse, emocionada, sob fogos de artifício que iluminaram o céu.
O pacto representa o primeiro avanço concreto nas conversas mediadas pelos Estados Unidos desde o início da ofensiva israelense, desencadeada após o ataque do Hamas em 2023. O entendimento integra uma estrutura mais ampla, composta por 20 pontos, que busca estabelecer um caminho duradouro para a paz na região.


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