O impasse entre Israel e Hamas voltou a escalar nesta terça, 15, após a entrega de novos corpos de reféns mortos pelo grupo palestino e o anúncio de que o governo israelense reduzirá a ajuda humanitária a Gaza. As tensões aumentaram ainda mais depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Hamas com uma resposta “rápida e possivelmente violenta” caso o grupo não aceite o desarmamento.
O episódio ocorre um dia após Trump discursar em Jerusalém, apresentando seu plano para pôr fim ao conflito. Enquanto isso, o Exército israelense informou à ONU que vai permitir apenas metade do número de caminhões de ajuda humanitária previstos no acordo de cessar-fogo firmado na semana anterior. Segundo autoridades israelenses, a decisão é uma retaliação à violação do pacto pelo Hamas, que havia demorado a entregar os corpos dos reféns mortos durante a invasão de outubro de 2023.
Horas depois, mediadores confirmaram que quatro corpos foram repassados à Cruz Vermelha, que iniciou o transporte dos caixões até o território israelense. No entanto, o Hamas acusa Israel de continuar realizando ataques em Gaza, violando o cessar-fogo e dificultando a entrada de suprimentos essenciais.
A tensão aumentou ainda mais com a circulação de um vídeo mostrando combatentes do Hamas executando sete homens nas ruas da Cidade de Gaza. A autenticidade das imagens foi confirmada por agências internacionais. Segundo fontes palestinas, os mortos teriam sido acusados de colaborar com Israel.
Apesar das negociações de paz, o grupo voltou a ocupar áreas urbanas de Gaza após a retirada parcial das tropas israelenses. Trump, por sua vez, declarou que os Estados Unidos não tolerarão uma nova escalada de violência e advertiu o Hamas a se desarmar imediatamente.
O governo israelense não se pronunciou oficialmente sobre o ressurgimento do grupo nas cidades, enquanto as trocas de reféns e prisioneiros continuam. Até o momento, o Hamas já devolveu quatro corpos adicionais, somando 23 mortos e um desaparecido na Faixa de Gaza.


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