Bombardeios israelenses atingiram neste domingo, 19, a cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, provocando o colapso temporário do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), os ataques foram uma resposta a “múltiplas ofensivas” do Hamas contra tropas israelenses na região.
O Exército classificou as ações do grupo palestino como uma “violação flagrante” do acordo, que previa a suspensão total das hostilidades. Em comunicado, o Hamas negou ter rompido o cessar-fogo e acusou Israel de ser o verdadeiro responsável pela escalada, afirmando que “a ocupação continua violando o acordo e justificando seus crimes sob falsos pretextos”.
A troca de acusações ganhou novo tom após o Departamento de Estado dos EUA afirmar, no sábado, ter recebido “relatórios confiáveis” de que o Hamas planejava novos ataques. O grupo rejeitou as alegações e acusou Washington de repetir “a propaganda enganosa de Israel”.
Os ataques aconteceram um dia depois de o governo israelense manter fechada a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, condicionando sua reabertura à entrega dos corpos dos reféns mortos. Neste domingo, o Hamas entregou mais dois corpos, entre eles o do israelense Ronen Engel, de 54 anos, sequestrado durante os ataques de 7 de outubro de 2023.
O cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro, previa a libertação de todos os reféns e a devolução dos corpos em poder do Hamas. Apesar de já ter libertado 20 reféns vivos, o grupo entregou apenas 12 dos 28 corpos prometidos, alegando dificuldades para localizar os demais em meio à destruição causada pela guerra.


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