Em nova escalada diplomática, os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram nesta semana um conjunto robusto de sanções contra a Rússia, mirando diretamente as gigantes petrolíferas Rosneft e Lukoil e ampliando o bloqueio a bancos e empresas ligadas ao governo de Vladimir Putin. As medidas buscam pressionar Moscou a encerrar a guerra na Ucrânia, que se arrasta desde 2022.
O governo de Donald Trump oficializou, nesta última quarta, 22, sanções contra as duas maiores companhias de energia da Rússia, além de dezenas de subsidiárias, em resposta à “persistente recusa do Kremlin em cessar a agressão militar”. O anúncio foi feito pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que declarou que as empresas “financiam a máquina de guerra de Putin” e que Washington está preparada para adotar novas medidas, caso o conflito continue.
“Agora é o momento de parar o derramamento de sangue e de estabelecer um cessar-fogo imediato”, afirmou Bessent, pedindo que os aliados dos Estados Unidos “se unam e cumpram integralmente as sanções”. O secretário também acusou Putin de não agir “com honestidade nem transparência” em relação a Trump durante as tentativas de negociação.
No dia seguinte, a União Europeia anunciou seu 19º pacote de punições contra Moscou. A alta representante para Relações Exteriores, Kaja Kallas, revelou que as medidas atingem bancos russos, bolsas de criptomoedas e empresas situadas na Índia e na China. O bloco também aprovou restrições à movimentação de diplomatas russos e deu sinal verde para banir completamente o gás natural liquefeito (GNL) russo a partir de janeiro de 2027.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou que a nova rodada de sanções “mira o coração da economia de guerra russa”, enquanto a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, destacou a necessidade de “fechar todas as brechas” para garantir que o impacto seja total. O pacote inclui ainda restrições a tecnologias sensíveis — como inteligência artificial, dados geoespaciais e metais estratégicos, e a chamada “frota fantasma”, composta por mais de uma centena de navios usados pela Rússia para driblar bloqueios comerciais.
Desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Rússia vem enfrentando sucessivas sanções ocidentais que afetam setores-chave da economia, em uma tentativa de forçar o fim das hostilidades e reduzir a capacidade de Moscou de sustentar a guerra.


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