ONU alerta para nova onda de deslocamentos após queda de El-Fasher no Sudão

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para uma grave crise humanitária no Sudão após a tomada da cidade de El-Fasher pelas forças paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF). Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), cerca de 36,8 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em apenas uma semana, fugindo da escalada da violência em cinco localidades do estado de Kordofan do Norte, a leste da região de Darfur.

El-Fasher era o último grande reduto do exército sudanês e resistia há 18 meses ao cerco das forças paramilitares. A cidade foi tomada no dia 26 de outubro, marcando um ponto decisivo na guerra civil que já dura desde 2023. Desde então, multiplicam-se relatos de execuções, pilhagens, violações e ataques contra trabalhadores humanitários que permanecem na região.

Durante o fim de semana, o primeiro-ministro do Sudão, Kamil Idris, apelou à comunidade internacional por ajuda diante do agravamento da crise, mas afirmou ser contrário ao envio de tropas estrangeiras. Em entrevista a um jornal suíço, ele defendeu que a solução para o conflito deve vir de negociações internas e da pressão diplomática internacional sobre os líderes paramilitares.

A ONU e agências humanitárias alertam que a situação em El-Fasher pode representar uma das piores crises de deslocamento no país desde o início da guerra, com centenas de milhares de civis em risco de fome, doenças e violência. Organizações internacionais pedem acesso humanitário imediato às áreas sitiadas e reforço na proteção de civis.

 

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