Copom deve manter Selic em 15% ao ano na penúltima reunião de 2025

Mesmo com a desaceleração da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. A decisão será anunciada no início da noite desta quarta, 5, após dois dias de reuniões em Brasília.

A taxa básica de juros está no mesmo patamar desde setembro do ano passado, após sete altas consecutivas. O Banco Central tem sinalizado que pretende manter o índice por um período prolongado, avaliando pressões persistentes sobre alguns preços, como o da energia elétrica. O cenário externo, especialmente as tarifas impostas pelos Estados Unidos, também influencia a política monetária brasileira.

De acordo com o boletim Focus, que reúne projeções de analistas do mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 15% até o fim de 2025 ou início de 2026. A dúvida agora é quando o ciclo de cortes começará no próximo ano. O índice oficial de inflação (IPCA) acumula alta de 4,94% em 12 meses, dentro do intervalo de tolerância da meta, que vai de 1,5% a 4,5%.

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo, ajudando a conter os preços, mas também desaceleram a economia. Por outro lado, reduções na taxa tendem a estimular a atividade produtiva e o consumo, embora aumentem o risco de aceleração da inflação.

O novo sistema de meta contínua de inflação, em vigor desde janeiro, estabelece um objetivo de 3% com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O Banco Central monitora mensalmente a inflação acumulada em 12 meses, ajustando suas decisões de acordo com o comportamento dos preços e do câmbio.

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