Desaparecimentos em massa agravam crise humanitária em El Fasher, no Sudão

Dezenas de milhares de pessoas estão desaparecidas após a tomada de El Fasher pelo grupo paramilitar RSF, elevando alertas internacionais sobre possíveis atrocidades em Darfur.

A situação em El Fasher, região de Darfur, no Sudão, ganhou contornos dramáticos nesta terça, 18, após organismos internacionais informarem que dezenas de milhares de moradores estão desaparecidos desde que a cidade foi tomada pela Força de Apoio Rápido (RSF). A ONU afirma que há relatos de execuções sumárias, ataques étnicos e deslocamentos forçados, dificultando o acesso de equipes humanitárias à área.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos pediu uma investigação urgente sobre as possíveis violações cometidas na região. Testemunhas relataram que comunidades inteiras fugiram às pressas, muitas delas sem qualquer assistência, enquanto confrontos entre o Exército Sudanês e o RSF continuam espalhados por Darfur.

A queda de El Fasher representa um dos episódios mais violentos da guerra civil sudanesa, que se intensificou desde 2023 e já provocou milhares de mortes e um colapso generalizado de serviços essenciais. Organizações que atuam no país afirmam que a crise pode se tornar uma das maiores catástrofes humanitárias do continente africano se corredores de ajuda não forem liberados.

Segundo agências da ONU, a combinação de violência extrema, fome e deslocamentos massivos exige resposta imediata da comunidade internacional. No entanto, a instabilidade e os bloqueios impostos pelo RSF impedem o avanço de qualquer operação de resgate em escala.

O cenário em Darfur reacende alertas sobre o risco de novos episódios de limpeza étnica na região, que já foi palco de genocídio no início dos anos 2000. Especialistas afirmam que a ausência de acordos políticos entre as facções envolvidas torna a escalada ainda mais imprevisível.

 

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