Três pessoas morreram e quase 30 ficaram feridas após um ataque em larga escala lançado pela Rússia durante a madrugada deste sábado na Ucrânia, que deixou mais de 600 mil residências sem energia. As ofensivas atingiram sobretudo Kiev, no momento em que os Estados Unidos tentam intermediar um acordo para encerrar a guerra que já dura quase quatro anos.
Segundo as autoridades ucranianas, a Rússia lançou cerca de 36 mísseis e quase 600 drones contra diferentes regiões do país. Instalações de energia foram danificadas na capital e em pelo menos cinco áreas, aprofundando a crise energética que atinge os ucranianos desde o início dos bombardeios sistemáticos à infraestrutura elétrica em 2022. Em Kiev, mais de 500 mil casas ficaram no escuro, enquanto moradores enfrentam ruas sem iluminação e dependem de geradores barulhentos para atividades básicas.
No meio dos escombros, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que Moscou segue um “plano de guerra” baseado em “matar e destruir”, enquanto a população tenta lidar com os impactos das explosões da madrugada. O presidente Volodymyr Zelenskiy confirmou que os ataques foram direcionados principalmente à capital, que vive um dos períodos mais críticos de apagões dos últimos meses.
O novo ataque ocorre em meio a tratativas entre Kiev e Washington para um possível acordo de paz com a Rússia. Embora a Ucrânia e aliados europeus afirmem querer o fim do conflito, autoridades ucranianas têm resistido a algumas condições sugeridas pelos EUA, especialmente aquelas que envolvem retirada de territórios atualmente controlados pelo país e limitações à futura participação em alianças internacionais.


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