Netanyahu pede perdão ao presidente de Israel para encerrar julgamento de corrupção

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou neste domingo, 30, um perdão presidencial para encerrar o processo de corrupção que enfrenta há cinco anos, alegando que as ações judiciais comprometem sua capacidade de governar e que o indulto seria positivo para o país.

Em nota, a defesa de Netanyahu reiterou que ele nega as acusações de suborno, fraude e quebra de confiança, afirmando que o primeiro-ministro continua convicto de que será absolvido. Em vídeo divulgado pelo Likud, Netanyahu declarou esperar que “qualquer pessoa que deseje o bem de Israel” apoie o pedido.

A oposição reagiu imediatamente. O líder Yair Lapid afirmou que o perdão não deve ser concedido sem confissão de culpa, demonstração de remorso e retirada de Netanyahu da vida pública. Em Israel, indultos costumam ser analisados apenas após condenação definitiva, mas os advogados argumentam que o presidente pode agir em situações de interesse nacional.

O gabinete do presidente Isaac Herzog classificou o pedido como “extraordinário” e informou que o caso será encaminhado ao departamento de perdões do Ministério da Justiça para avaliação técnica. Herzog só deverá decidir após receber pareceres formais de assessores jurídicos.

O tema ganhou peso internacional após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviar carta pedindo que Herzog considere o perdão, chamando o processo de “acusação política”. O ministro da Justiça, Yariv Levin — aliado de Netanyahu — acompanha a tramitação.

 

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