A sucessão eleitoral dentro do bolsonarismo ganhou contornos oficiais nesta sexta, 5, quando Jair Bolsonaro comunicou a aliados que pretende ver o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como candidato à Presidência da República em 2026. Preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente indicou pela primeira vez um nome da própria família para a disputa ao Palácio do Planalto.
Segundo aliados, Bolsonaro avalia que Flávio reúne articulação partidária e respaldo político suficientes para liderar a campanha, especialmente com o apoio de governadores alinhados ao grupo, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro. A estratégia inclui ampliar viagens pelo país e assumir embates diretos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A confirmação da indicação provocou manifestações entre apoiadores e dentro da própria família. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou mensagem nas redes sociais dizendo receber o anúncio com “admiração, alegria e orgulho”, afirmando que o irmão representará os mesmos ideais do pai e será símbolo de resistência no cenário político.
Flávio Bolsonaro também se pronunciou publicamente e confirmou a candidatura, dizendo aceitar a “missão de dar continuidade ao projeto de nação” defendido pelo ex-presidente. A expectativa no grupo político é de que o senador ganhe visibilidade e força conforme intensifique agendas por todo o país.
Para aliados do ex-presidente, o perfil mais moderado de Flávio seria visto como um fator de previsibilidade por setores da política e da economia, o que pode favorecer sua aceitação no processo eleitoral. A disputa interna agora se concentra na construção do palanque e no ritmo da pré-campanha, que deve ganhar corpo nos próximos meses.


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