Ucrânia admite abrir mão da Otan em troca de garantias de segurança para encerrar guerra

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo que o país está disposto a renunciar ao ingresso na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em troca de garantias de segurança juridicamente vinculantes oferecidas por Estados Unidos, Europa e outros aliados, como parte de um possível acordo para encerrar a guerra com a Rússia.

A declaração foi feita às vésperas de reuniões em Berlim com enviados norte-americanos e líderes europeus e marca uma mudança significativa na posição de Kiev, que havia inscrito na Constituição a ambição de integrar a aliança militar como forma de proteção contra novas agressões russas.

Segundo Zelensky, acordos bilaterais de segurança, semelhantes às garantias previstas no Artigo 5 da Otan, poderiam funcionar como mecanismo eficaz para evitar uma nova invasão. O presidente ressaltou que a proposta representa um compromisso da Ucrânia e que tais garantias precisam ter força legal.

A renúncia à Otan atende a uma das principais exigências do presidente russo, Vladimir Putin, que também cobra a neutralidade da Ucrânia e a retirada de tropas ucranianas de áreas do leste do país ainda sob controle de Kiev. Moscou também pressiona por compromissos formais do Ocidente para barrar a expansão da aliança militar para o Leste Europeu.

Zelensky afirmou ainda que Estados Unidos, Ucrânia e aliados europeus analisam um plano de 20 pontos que pode resultar em um cessar-fogo ao longo das atuais linhas de frente. Ele acusou a Rússia de prolongar o conflito com ataques a cidades e à infraestrutura de energia e água, enquanto líderes europeus classificam o momento como decisivo para o futuro do país.

 

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