A Polícia Federal concluiu, em laudo pericial enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é portador de hérnia inguinal bilateral e necessita de cirurgia em caráter eletivo, além de confirmar a pertinência técnica do bloqueio do nervo frênico para tratar o quadro persistente de soluços.
Segundo a Junta Médica da PF, o procedimento cirúrgico deve ser realizado “o mais breve possível”, diante da refratariedade aos tratamentos adotados, da piora no sono e na alimentação e do risco de agravamento das complicações decorrentes do aumento da pressão intra-abdominal.
A perícia foi encaminhada nesta sexta, 19, ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, que agora será responsável por decidir se autoriza a realização da cirurgia e a definição da data do procedimento.
Após a divulgação do laudo, o advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, afirmou que a perícia ratifica os diagnósticos apresentados anteriormente por médicos da defesa e defendeu a autorização para internação hospitalar para a realização das cirurgias.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após condenação no processo da trama golpista. A defesa solicitou que o ex-presidente seja autorizado a deixar a unidade prisional para internação no hospital particular DF Star, também na capital federal.
A perícia médica foi realizada na última quarta, 17, após determinação de Alexandre de Moraes. Exames apresentados pela defesa, incluindo ultrassom feito no domingo, 12, apontaram a existência de duas hérnias inguinais. Segundo os advogados, a cirurgia não pode ser realizada em ambiente prisional e a permanência hospitalar estimada varia de cinco a sete dias.


Be the first to comment