Moraes manda prender Filipe Martins por descumprimento de medidas cautelares

A Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta sexta, 2, Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, com uso de tornozeleira eletrônica, e foi levado ao presídio de Ponta Grossa, no Paraná.

Na decisão, Moraes afirmou que houve descumprimento das medidas cautelares impostas, ao destacar que a própria defesa reconheceu o uso de redes sociais, o que era proibido. Para o ministro, não procede a justificativa de que o acesso teria sido feito apenas para “preservar, organizar e auditar elementos informativos” relacionados à defesa.

Segundo o magistrado, o comportamento do ex-assessor demonstra “total desrespeito” às determinações judiciais e às instituições democráticas, ao violar as restrições impostas e o ordenamento jurídico. Dias antes, Moraes havia determinado que a defesa explicasse o uso de uma conta no LinkedIn, sob pena de decretação da prisão preventiva.

A defesa de Filipe Martins reagiu com críticas à decisão. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o advogado Jeffrey Chiquini classificou o cliente como “preso político” e afirmou que a prisão seria uma forma de perseguição e vingança, além de antecipação de pena, apesar da possibilidade de recursos.

A prisão foi motivada após um comunicado enviado ao gabinete de Alexandre de Moraes pelo coronel aviador da reserva da Aeronáutica, Ricardo Wagner, que relatou ter tido seu perfil visualizado no LinkedIn por uma conta atribuída a Filipe Martins, enquanto ele cumpria prisão domiciliar e estava proibido de acessar redes sociais.

 

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