A Rússia lançou um míssil hipersônico de médio alcance Oreshnik contra a Ucrânia durante um ataque em larga escala com drones entre a noite de quinta, 8, e a madrugada desta sexta, 9, em meio às negociações para um possível acordo de paz entre os dois países.
Esta é a segunda vez que Moscou utiliza esse tipo de armamento contra alvos ucranianos. Capaz de atingir até dez vezes a velocidade do som e com potencial para transportar ogivas nucleares, o Oreshnik é considerado uma das armas mais avançadas do arsenal russo.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque foi uma resposta a uma suposta tentativa ucraniana de atingir uma das residências do presidente Vladimir Putin no mês passado, versão negada por Kiev. Segundo Moscou, os alvos incluíram infraestruturas críticas, uma fábrica de drones e instalações do setor energético, atingidas por mísseis, drones e armamentos de longo alcance lançados por terra e mar.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou o uso do míssil Oreshnik, além do lançamento de 22 mísseis de cruzeiro, 13 mísseis balísticos e 242 drones. De acordo com ele, prédios residenciais foram atingidos, resultando em pelo menos quatro mortes em Kiev e dezenas de feridos.
Zelensky cobrou uma reação internacional mais firme, especialmente dos Estados Unidos, e afirmou que a Rússia precisa sofrer consequências sempre que optar pela escalada militar em vez da diplomacia.


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