O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-, 13, que os iranianos mantenham os protestos contra o regime clerical e afirmou que “a ajuda está a caminho”, enquanto o governo do Irã intensifica a repressão às maiores manifestações registradas no país em anos.
Em publicação na rede Truth Social, Trump convocou os manifestantes a ocuparem instituições e anunciou o cancelamento de todas as reuniões com autoridades iranianas até o fim do que chamou de “assassinato sem sentido” de civis. A onda de protestos, impulsionada pela grave crise econômica, representa o maior desafio interno ao regime iraniano em pelo menos três anos.
Após a declaração do presidente americano, o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, acusou Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de serem os “principais assassinos” do povo iraniano. Um funcionário do governo de Teerã afirmou que cerca de 2 mil pessoas morreram desde o início das manifestações, número divulgado oficialmente pela primeira vez.
Dados do grupo de direitos humanos HRANA indicam que a maioria das mortes confirmadas envolve manifestantes e que mais de 16,7 mil pessoas foram detidas em todo o país. As informações reforçam denúncias internacionais sobre o uso excessivo da força pelas autoridades iranianas.
Paralelamente, Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos de países que mantêm negócios com o Irã e afirmou que novas ações militares estão entre as opções consideradas. A medida foi criticada pela China, principal destino do petróleo iraniano, enquanto Teerã mantém contatos diplomáticos com representantes dos EUA para avaliar propostas apresentadas por Washington.


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