A economia brasileira inicia 2026 em ritmo de desaceleração gradual, sem sinais de colapso. Após crescer 3,4% em 2024 e cerca de 2,2% em 2025, as projeções para este ano indicam expansão mais modesta, entre 1,7% e 1,8%, segundo estimativas de mercado.
A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de avanço próximo de 1,8%, o que mantém a atividade econômica aquecida, porém operando perto do limite da capacidade produtiva. O consumo das famílias segue sustentado pela resiliência do mercado de trabalho, com baixa taxa de desemprego e aumento da renda.
No campo da inflação, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 giram em torno de 4,05%. Embora acima da meta central de 3%, o índice permanece dentro do intervalo de tolerância definido pelo Banco Central.
Para conter a inflação, a taxa básica de juros deve seguir em patamar elevado. A previsão é de que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano, o que encarece o crédito e tende a limitar investimentos produtivos e a expansão do consumo financiado.
Do lado fiscal, o cenário inspira cautela. O Tesouro Nacional elevou a estimativa da dívida pública para 83,6% do PIB em 2026, enquanto o câmbio deve permanecer relativamente estável, com o dólar projetado em torno de R$ 5,50 ao fim do ano.


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