Várias organizações humanitárias atuantes em Gaza estão exigindo que Israel adote procedimentos de resolução de conflitos e melhore a segurança para garantir a proteção de seus trabalhadores. O apelo surge após a morte de sete funcionários da ONG World Central Kitchen (WCK) em ataques israelenses na região. O trágico incidente gerou indignação e levou os funcionários das organizações humanitárias a demandarem que Israel respeite as leis internacionais de guerra e aprimore seus sistemas de resolução de conflitos.
Em meio à crescente preocupação com a segurança dos trabalhadores humanitários, a WCK coordenou seus movimentos com o Exército israelense, porém, três de seus veículos foram atingidos em ataques na Faixa de Gaza, resultando na morte dos sete membros da equipe. Essa perda eleva o número total de trabalhadores humanitários mortos no conflito para 196, sendo mais de 175 deles funcionários da ONU. As autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, classificaram o incidente como “não intencional”, prometendo investigações, mas tais declarações não foram suficientes para evitar a suspensão das operações humanitárias na região.
Diante dos riscos crescentes enfrentados por seus funcionários e das famílias locais, a WCK e a Anera (American Near East Refugee Aid) decidiram suspender suas operações em Gaza. Essa interrupção agrava a situação já precária da população, com metade dela em situação de fome catastrófica, segundo alerta da ONU.


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