O Banco Central aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, alcançando 12,25% ao ano. A decisão, unânime pelo Comitê de Política Monetária (Copom), superou a expectativa do mercado financeiro, que previa alta de 0,75 ponto. Segundo o comunicado do Copom, o ajuste acima do esperado reflete as incertezas econômicas globais e os impactos do recente pacote fiscal do governo. A elevação marca a terceira alta consecutiva da Selic, retornando ao patamar de dezembro de 2022.
A medida tem como objetivo conter a inflação, que acumulou alta de 4,87% em 12 meses, acima do teto da meta de 2023. Apesar da desaceleração em novembro, puxada pela redução no custo de energia e combustíveis, itens como carne e passagens aéreas continuam pressionando os índices. Para 2024, o Banco Central prevê que a inflação oficial, medida pelo IPCA, fique em 4,9%, também acima da meta de 3%. A alta da Selic, além de frear a demanda, encarece o crédito e reforça o controle inflacionário.
O impacto do aumento nos juros já repercute no mercado financeiro, que revisou as projeções econômicas para o próximo ano. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 3,39% em 2024, segundo o boletim Focus. O Banco Central sinalizou que novas altas de 1 ponto percentual podem ocorrer nas próximas reuniões, programadas para janeiro e março. A estratégia do Copom busca equilibrar as expectativas de inflação com os efeitos do cenário fiscal e cambial.


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