Há 27 anos deslocando o eixo cultural para a periferia do DF, o Festival Taguá chega a sua 18ª edição, dando continuidade à missão de abrir espaço para produções cinematográficas independentes que desafiam o senso comum e transformam filmes em lampejos de resistência.
Entre os dias 19 e 22 de novembro, a programação do festival oferece ao público exibições gratuitas de obras de cineastas de todo o país, no CineTeatro do CTNM, em Taguatinga Norte. Esta edição traz as mostras Competitiva, DF, Azul, Infantil e Paralela — subdividida nas mostras Taguá VR e Rebeldia e Resistência —, totalizando quase 60 filmes exibidos.
Janaína André, curadora do festival, destaca que o processo de seleção das obras foi guiado pelo compromisso com a diversidade estética, a representatividade regional e a força das narrativas que rompem com os discursos hegemônicos.”O processo de seleção priorizou obras que abordam questões sociais contemporâneas com sensibilidade, coragem e originalidade. As curadoras e curador buscaram escutar o país a partir das bordas — sejam elas geográficas, simbólicas ou afetivas — destacando filmes produzidos em contextos periféricos, realizados por pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+, PCDs e coletivos de territórios historicamente sub-representados no audiovisual”, detalha a curadora.
Nomes de peso da cena cultural do DF, como Adriana Gomes, Cled Pereira e Melina Bomfim, completam o time de curadores. “Nessa edição tivemos um olhar ainda mais apurado para o cinema negro, pois será realizada na semana da Consciência Negra e entendemos a importância de destacar corpos e narrativas negras, principalmente nos dois primeiros dias de exibição quando também faremos homenagem a Graça dos Santos, militante e organizadora da Marcha das Mulheres Negras, que acontecerá na semana seguinte ao festival”, completa Janaína. Ao todo, foram analisados 500 filmes de curtas-metragens de diferentes estados brasileiros, enviados por meio de chamada pública nacional.
Mostras
As produções serão exibidas nas mostras Competitiva, que concorrem aos prêmios dos júris Oficial e Popular; DF, com produções independentes da capital, que também concorrem aos prêmios dos júris Oficial e Popular; Azul, dedicada às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com sessão adaptada para o público; Infantil; e Paralela, subdividida nas mostras TAGUÁ VR e Rebeldia e Resistência.
O idealizador do festival, William Alves, destaca a potência dos filmes selecionados para o festival. “São produções que dialogam diretamente com a proposta do Taguá: dar visibilidade para quem foi sistematicamente apagado da nossa história, enfrentando o racismo estrutural, o machismo cotidiano, o apagamento cultural e o elitismo da arte”, antecipa William.
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