A tarde do último sábado, 21, foi marcada pela celebração da identidade cultural de Taguatinga. O Mercado Sul recebeu o lançamento oficial do fotolivro “Um Chão de Cores”, obra que documenta a trajetória do local, consolidado há mais de uma década como um dos principais centros de resistência artística e economia criativa da região.
O projeto narra a evolução do Mercado Sul, que completa 11 anos de atuação sob o modelo de ocupação cultural. Para acompanhar o lançamento, o público pôde conferir uma exposição fotográfica rica em detalhes, que resgatou imagens do Mercado desde a década de 1970, conectando o passado pioneiro ao presente vibrante da periferia.
Um celeiro de cultura periférica
O Mercado Sul é hoje a casa do “Espaço Okupa”, um ambiente multiuso que se tornou referência em atividades comunitárias. No local, a cultura respira através de:
• Oficinas de formação;
• Apresentações de música, teatro e cinema;
• A tradicional Ecofeira, que impulsiona a economia criativa local.
Protagonistas da história.
A empolgação de Welbert da Cruz, coordenador do evento, era visível ao receber a comunidade. O projeto contou com o apoio fundamental de Ana Noronha, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), que traz o olhar acadêmico sobre a importância social do espaço.
Presença ilustre no evento, o fotógrafo pioneiro Ivaldo Cavalcante prestigiou o lançamento. Considerado o grande guardião da memória visual de Taguatinga, Ivaldo é o responsável por registros históricos que imortalizaram a evolução cultural da cidade ao longo das décadas.
O lançamento de “Um Chão de Cores” reafirma o Mercado Sul não apenas como um ponto comercial, mas como um monumento vivo da resistência e do talento que emana das ruas de Taguatinga.
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