O ataque armado que resultou no sequestro de mais de 300 alunos e funcionários de uma escola católica no estado de Níger, na Nigéria, continua mobilizando autoridades locais e gerando pressão internacional. Pelo menos 50 estudantes conseguiram escapar, mas a maioria permanece em cativeiro.
O ataque aconteceu durante a madrugada, quando homens armados invadiram a St. Mary’s Catholic School e levaram crianças e professores em caminhonetes. As autoridades nigerianas trabalham com a hipótese de atuação de “bandits”, grupos armados que realizam sequestros em massa para extorsão e resgate, prática recorrente na região.
Segundo organizações religiosas que acompanham o caso, os estudantes que escaparam já se reencontraram com suas famílias, mas relataram longas caminhadas pela mata e condições de fuga extremamente precárias. Muitos ainda estão em choque, e equipes de apoio psicológico foram mobilizadas para assistir os sobreviventes.
A pressão internacional aumentou no domingo, 23, após o Papa fazer um apelo público pela libertação imediata das crianças e funcionários ainda detidos. O governo nigeriano afirmou que tropas especiais estão atuando na região e que novos reforços devem ser enviados. O presidente também anunciou um plano de recrutamento emergencial de policiais para tentar conter o avanço dos grupos criminosos.
Esse é um dos maiores sequestros em massa registrados no país desde o caso das meninas de Chibok, em 2014, e reacende o debate sobre falhas estruturais de segurança, vulnerabilidade de escolas rurais e a incapacidade do Estado de frear a escalada de violência contra estudantes.


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