Um ataque a tiros na praia de Bondi, em Sydney, deixou pelo menos 12 pessoas mortas e várias feridas neste domingo, 14, segundo autoridades locais. O local recebia uma celebração judaica de Hanukkah quando homens armados abriram fogo, provocando pânico em uma das áreas turísticas mais movimentadas da Austrália.
A polícia de Nova Gales do Sul informou que duas pessoas foram detidas e que a operação de segurança seguia em andamento, com a orientação para que a população evitasse a região. O serviço de ambulâncias confirmou que ao menos 16 vítimas foram levadas a seis hospitais da área metropolitana de Sydney.
Testemunhas relataram à imprensa australiana que o ataque foi cometido por um número ainda indefinido de atiradores. O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou o episódio como “chocante e angustiante” e afirmou que equipes de emergência atuam para salvar vidas e prestar apoio às vítimas.
Embora as autoridades ainda não tenham confirmado motivação ou ligação direta com o evento religioso, o presidente de Israel, Isaac Herzog, descreveu o caso como um “vil ataque terrorista” contra judeus que participavam do início das celebrações do Hanukkah. Ele também cobrou medidas mais duras do governo australiano contra o antissemitismo.
Líderes internacionais reagiram ao episódio, entre eles a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, que disse estar “horrorizada” com o ataque. O crime ocorre quase 11 anos após outro atentado em Sydney, no café Lindt, reforçando o alerta das autoridades para a segurança em locais públicos no país.


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